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Rússia aumenta restrições à carne importada do Brasil País suspendeu temporariamente importações de 1 frigorífico e exigirá controle sanitário mais rígido de outros 5; ministro da Agricultura diz que

Rússia aumentou as restrições para a carne brasileira nos últimos dias de outubro. A autoridade sanitária do país proibiu temporariamente a importação de um frigorífico brasileiro e impôs controles sanitários mais rígidos a outros cinco.

Em 2016, a Rússia foi o quarto maior mercado para a carne brasileira, atrás apenas da China, Hong Kong e Arábia Saudita. O país importou cerca de US$ 1 bilhão do Brasil em 2016, cerca de 7,5% do total.

Por meio de nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirma que não foi notificado sobre a decisão da Rússia.


Rússa é quarto maior mercado da carne brasileira (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

De acordo com o Serviço Federal de Vigilância Sanitária e Veterinária na Rússia, os controles sanitários serão ampliados para cinco empresas brasileiras. O motivo é que foram encontradas substâncias fora dos padrões sanitários russos. Veja quais são os frigoríficos:

 

  1. JBS
  2. Aurora
  3. Frigoestrela
  4. Frigol
  5. Frigon – Irmãos Gonçalves

 

A Rússia também suspendeu temporariamente as importações de carne do frigorífico Mata Boi e fará inspeções adicionais nos produtos já embarcados.

O frigorífico Frigon informou não ter sido comunicado oficialmente da decisão e “que continua exportando normalmente para a Rússia”. Disse ainda cumprir “rigorosamente com todas as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura”.

Em nota, a Frigoestrela afirmou que ainda não foi informada oficialmente sobre nenhuma restrição e que segue todos os procedimentos e controles de produção exigidos pela Rússia, incluindo análises realizadas por laboratórios credenciados.

G1 entrou em contato ainda com os frigoríficos JBS e aguarda posicionamento. O G1 não conseguiu contato com os frigoríficos Frigol, Aurora e Mata Boi.

 

Carne Fraca

Desde a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano, diversos países adotaram medidas restritivas à carne brasileira.

Após o escândalo, a União Europeia trouxe uma equipe de auditoria ao Brasil para inspecionar a carne brasileira. No relatório da missão, a UE apontou que encontrou mais de 100 focos de contaminação na carne brasileira, 77 deles devido à presença de salmonela em aves.

A UE ameaçou tomar medidas mais rígidas contra o Brasil se o país não tomasse medidas convincentes.

Em junho, os EUA suspenderam a importação de carne bovina in natura do Brasil por problemas de qualidade. Na ocasião, os produtores disseram que o gado sofreu uma reação à vacina de febre aftosa.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse neste sábado que as restrições impostas pela Rússia não estão relacionadas à Operação Carne Fraca. Ele disse também, em áudio divulgado pela assessoria de imprensa do Ministério, que os problemas identificados pelas autoridades russas não são graves.

“Não sabemos o que é, mas coisa grave com certeza não é”, afirmou o ministro.

 

Retomada das exportações

As exportações brasileiras de carne foram afetadas nos meses seguintes à operação Carne Fraca, mas já foram retomadas e vêm contribuindo positivamente para o superávit da balança comercial brasileira.

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou US$ 12,6 bilhões em carne de todos os tipos, uma alta de cerca de 8% em relação ao registrado no mesmo período de 2016, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).